Então hoje ao me despertar senti cheiro de chuva e aroma de terra molhada, levantei-me, e como um verdadeiro ser humano clichê, servi-me de uma bela xícara de café, assim me sentando enrolada aos cobertores em uma poltrona antiga que o sol estava batendo levemente.
Fiquei admirando as arvores, que com as batidas do vendo se desenhavam para lá e para cá. Imaginei como seria se eu pudesse ser uma daquelas folhas, que tão ligadas os seus galhos ainda eram livres, leves e soltas para se balançarem e dançarem sobre as batidas e soneto dos ventos que as tocavam com tal intensidade…
Sobre a brisa dos ventos e a suavidade dos raios solares, fechei meus olhos e me imaginei: livre de todos os problemas, solta de preocupações, leve de carências… Imaginei como se estivesse vivendo pelo o ultimo dia e que aquele era meu momento, que aquela musica que me tocava era a ultima letra da minha felicidade, que eu podia sorrir e ser feliz, sem dores ou quais queres tipos de sofrimentos, que eu era livre, leve e solta que nem as folhas, que majestosamente dançavam aquela ultima musica comigo.
Senti-me repleta e feliz, me senti a pessoa mais maravilhosa do mundo, mesmo com as dores, com as magoas e erros. Senti-me uma folha que é livre mesmo estando ligada ao seu galho, me senti magnífica, me senti única, descobri naquele momento que eu sou única, e que sou livre para ser livre, que posso ser a folha que mais radiante e dançante de todas, e que nada mais importa a não ser aquele momento, a minha felicidade em ser um ser errante;
Seja feliz como uma folha.
— Saryah Souza.

